13 maio
Ata da 15ª Sessão Ordinária do 1º Período de Legislatura da Câmara Municipal de Cantagalo

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Ata da 15ª Sessão Ordinária do 1º Período de Legislatura da Câmara Municipal de Cantagalo, Estado do Rio de Janeiro, realizada aos vinte e cinco dias do mês de abril de 2017, às 18h30min, sob a Presidência do Ver. Ocimar Merim Ladeira e que contou com a presença dos Vereadores Antônio Geraldo Moura Lima, Carlos Tadeu da Silva Leite, Ciro Fernandes Pinto, Emanuela Teixeira Silva, Hugo de Azevedo Guimarães, João Bôsco de Paula Bon Cardoso, José Augusto Filho, Ozeas da Silva Pereira, Paulo Henrique Ferreira e Sérgio Silva Campanate. Em seguida, o presidente solicitou ao assessor de comunicação à leitura da ata da 9ª Sessão Ordinária, que após ser lida obteve aprovação por unanimidade. Na sequência, o presidente solicitou ao assessor de comunicação que fizesse a leitura do expediente recebido que constou do seguinte: PODER LEGISLATIVO: Projeto de Resolução n.º 007/2017, do Ver. Hugo de A. Guimarães; Correspondência do Gabinete do Ver. Hugo de A. Guimarães; Indicações n.º 117, 118 e 119/2017, do Ver. José Augusto Filho; Indicação n.º 120/2017, dos Vereadores José Augusto Filho e Paulo Henrique Ferreira; Indicações n.º 121, 122 e 123/2017, do Ver. Ciro Fernandes Pinto; Indicação n.º 124/2017, dos Vereadores João Bôsco de P. B. Cardoso e Paulo Henrique Ferreira; Indicação n.º 125/2017, do Ver. João Bôsco de P. B. Cardoso;

EXPEDIENTES DIVERSOS: Ofício n.º 0570/2017, do IPHAN do Rio de Janeiro; MATÁRIAS PARA DISCUSSÃO E VOTAÇÃO: Requerimento n.º 007/2017, para única discussão e votação; Projeto de Emenda à Lei Orgânica n.º 002/2017, para 1ª discussão e votação; Projeto de Lei n.º 008/2017, para única discussão e votação. A seguir, o Presidente convidou a todos para de pé acompanharem a leitura do Evangelho segundo Marcos, Cap. 16, Vers. 15-20. A seguir, conforme anunciado na sessão anterior, o presidente convidou à senhora Ludmar Zaniboni Meirelles para fazer uso da Tribuna Livre. Sendo assim fez uso da palavra à senhora Ludmar Zaniboni que disse: “Boa noite a todos, eu estou aqui porque nosso transporte da saúde está péssimo, nós não tamos sendo tratados com educação, nós tamos sendo desrespeitados, nós tamos vendo pessoas marcando carro fora da hora que não para ser marcado, nós tamos vendo pessoas perguntando por que isso está acontecendo, e a pessoa manda a outra tomar conta da casa dela, porque ali quem, manda é ele, entendeu, então, eu vim aqui hoje, porque eu acho que eu votei na honestidade e transparência, e depois dessa honestidade e transparência houve uma porta trancada no transporte, entendeu, aonde eu não estou vendo o que está acontecendo lá dentro. Eu não tô vendo e nenhum outro paciente está vendo, porque quem trabalha lá é um dos nossos vereadores, ao qual pode eu como eleitora do município julgar que ele está fazendo política, porque botou a porta, existe motivo? Eu vou dizer pra vocês o que ele falou no face do dia 12 de abril as seis e três da manhã. O vereador publicou em sua página do face, “Alimente um cão por três dias e ele lembrará de você trinta anos, alimente um homem por trinta anos e ele esquecerá em três dias”, isso não é coisa que um vereador possa falar, isso não é coisa que uma pessoa, um ser humano possa dizer dentro de uma secretaria de saúde”. Nesse ponto, o Ver. José Augusto Filho disse: “Senhor presidente, eu quero que siga o que foi dito que foi lido que ela ia falar do transporte da saúde”. Em resposta o presidente disse: “Direcionou muito ao vereador”. O Ver. Ciro Fernandes interrompeu e disse: “Ela está falando sobre o transporte senhor presidente”. Neste ponto, paralelamente, falaram o Ver. Ciro, o Ver. José Augusto, a munícipe e o presidente, que finalizou dizendo que ela estava direcionando muito para o vereador e é para o funcionário. Continuando, a senhora Ludmar disse: “Então eu vou inverter, o que tá acontecendo é o seguinte: os idosos estão indo em vans, enquanto pessoas ligadas a essas pessoas que marcam, estão indo em conforto de carro, entendeu. Foram duas vans a poucos dias atrás, não sei, porque isso me foi comunicado hoje na rodoviária, uma pessoa que soube que eu vinha aqui, e falou, “duas vans levando dois pacientes pro mesmo hospital”. Isso tá errado, uma van levaria os dois paciente pra esse hospital. Agora eu quando falo de um ser humano, que quando eu citei aqui que você alimente um animal, eu to querendo dizer pra vocês o seguinte, não existe isso, isso dai é inconstitucional, você não pode comparar de jeito nenhum um animal com um ser humano, um animal tem que ser tratado como ser animal, ser humano como ser humano, ninguém vai na saúde procurar um chopp, uma balada, ninguém vai, nós vamos procurar por saúde, tamos sendo desrespeitados, não é só eu não, é toda a comunidade que vai lá. Hoje, por exemplo, a menina me chamou e falou: “Ludmar eu vi, eu vi João atender o telefone e marcar carro pelo telefone, ele ainda pediu o número, e ele ainda falou com ela: “eu estou marcando pro posto”, posto não marca carro, posto não marca carro pra paciente nenhum. E outra coisa, nós temos dentro da secretaria de saúde uma assistente social, quando um carro precisa de urgência, emergência, o transporte não pode fazer esse tipo de coisa, o transporte tem que enviar para a assistente social, que é ela que vai avaliar fazer a triagem e determinar se essa pessoa precisa ou não, não é o chefe do transporte, não é o encarregado do transporte e não é o subordinado do transporte. O quê que adianta você ter quatro pessoas dentro do transporte e você não vê o que tá acontecendo, antes você via, a pessoa chega lá com um papelzinho, eu quero marcar, tá aqui minha data de consulta, meu dia e era marcado, olha fulano, você remarca tal dia, agora não é assim mais, agora não é mais assim, pega-se o telefone, atende, ah você que pra que dia, pra que horas, te pega aonde, qual o seu número, o número do prontuariozinho que a assistente social dá, então, isso tá errado presidente, entendeu. Guga tem que tomar conhecimento disso, nós tamos sendo prejudicado entendeu, já que eu não posso falar que está sendo feito política lá dentro, eu gostaria de saber por que foi posto aquela porta, aquela porta não foi posta a toa, aquela porta foi posta para que o povo não visse o que tá acontecendo lá dentro. Uma semana atrás uma senhora chegou e a pessoa pediu para entrar pra confirmar o carro e ela foi embargada por um motorista, não a senhora tem que aguardar, a senhora falou assim, “Não vou aguardar nada, eu tenho ônibus agora quatro horas pra Boa Sorte, vocês tão rindo, vocês tão de bagunça ai dentro. Ai o seu João olhou e falou assim pra ela, ela me contou quando saiu. “Você falou alguma coisa pra esta mulher? Ai ela virou pra ele e falou: Não, eu nem conheço”. Só que ela saiu de lá e veio falar comigo, ela falou ele perguntou, eu nem te conheço, mas eu gostaria de te dizer que eu falei com ele que contei pra você o que eu tava vindo fazer aqui, só que eu falei que se eu tivesse que baixar o barraco, baixava aqui dentro mesmo. Então isso tá uma vergonha, aquela porta foi posta pra gente não ter acesso a transparência, porque honestidade, eu confio no prefeito, em funcionário tô duvidando entendeu, tô duvidando, porque funcionário ele faz o que quer, a hora que quer, aquele ali mesmo é funcionário. Nesse ponto, o presidente interviu e disse: Pode falar até o nome, não pode falar aquele ali, é desrespeito ao vereador. Retornando a palavra, a senhora Ludmar disse :”O funcionário Zé da Uta que trabalha, e olha só, ele foi, passou no concurso como coveiro do Paraíba, mas nunca exerceu a função, vocês sabiam disso? Eu fiquei sabendo hoje, entendeu, foi vereador porque trabalhou na saúde e conseguiu ser vereador pagando consulta pra angiologista em Pádua, e falou comigo que, eu falei com ele porque você não paga pro meu filho, ele falou não pago pro seu filho porque isso aqui é promessa de campanha. Nesse ponto o presidente interviu novamente e falou: Olha só pode falar sobre o transporte. Retornando a tribuna, a senhora Ludmar falou: “Mas tudo é a mesma coisa presidente, as pessoas tem que entender que a partir do momento que aquela porta se encontra lá entendeu, aquela porta impede que a gente veja a transparência do serviço, nós temos o direito de ver e saber, nós elegemos o prefeito, nós elegemos o vereador, a gente tem que saber, passa na televisão cobre do seu prefeito e eu cobro mesmo, porque meu voto não é vendido, quando eu quero eu vou à luta, eu corro atrás dos meus direitos. Eu teria muita coisa pra falar sobre isso, pessoas que já foram maltratadas, mas eu não quero tomar mais o tempo, senão eu vou ficar estressada falando coisa que eu não devo falar. Eu acho que tudo que eu falei ficou bem claro, pra quem quer, pra quem sabe ler um pingo é letra entendeu, se vocês continuarem deixando tudo isso acontecer, é nós que vamos sofrer, somos nós que estamos sofrendo com essa marcação errada de transporte, ai vocês falam assim, você foi prejudicada, claro que não, eu não sou prejudicada, eu sei os meus direitos, mas eu tô vendo gente que é pobre, que mora lá no Homero Ecard que tem que voltar de manhã, porque de tarde não pode marcar, mas na Chácara da Banheira pode marcar, porque o senhor Zé da Uta, vereador que trabalha no transporte, marcou pra uma senhora que chegou lá a tarde, eu perguntei a ele porque ele estava fazendo isso, ele não me respondeu, ai fui perguntar pedir satisfação, eu não digo que ele seje chefe porque nós não temos tribo, mas o responsável pelo transporte, ele falou que eu desacatei ele em frente ao Banco do Brasil, eu falei com ele, ele saiu andando, eu pedi a ele pra saber o porque ele tava fazendo aquilo, ele saiu andando, ai eu continuei falando, porque eu não guardo não, eu falo na cara, ele saiu andando e eu continuei falando, ai todo mundo riu, porque ele saiu falando, não sei se tava rindo da minha cara ou se tava rindo da cara dele, eu cheguei lá ele falou comigo, ai eu fui e falei assim, seu João o senhor tem uma resposta pra mim, ele virou e falou “Tava acabando de agendar um carro pra uma paciente que ia fazer uma cirurgia”, ao qual deveria ter sido feito pela assistente social, é o trabalho dela, o trabalho dela, ela que vai avaliar, o transporte marca carro e agenda a hora que vai pegar o paciente entendeu. Então tá tudo errado, não sei se Guga tá sabendo, eu acho que não deve está sabendo o que tá acontecendo, depois disso tudo foi colocada a porta, essa porta se foi pra mim, eu falei com doutor Márcio, eu posso não vê, mas eu ouço, e outra coisa, todo mundo sabe que eu não vou ficar queta, aquela porta não vai me impedir, aquela porta não vai me impedir entendeu. Então eu acho que a partir do momento que o vereador acha que um cachorro vale mais do que um ser humano, ele não é dígno de um voto, ele não é digno de um voto, que os cachorros vote nele entendeu, que os cachorros vote nele, porque os cachorros vale mais do que o ser humano, daqui a quatro anos eu gostaria, agora o prefeito poderia abrir um canil em Cantagalo e pegar todos esses cachorros que estão destruindo lixo ai e botar ele pra tomar conta, vai ser excelente entendeu, vai ser uma função excelente, porque ele ama cachorro. Presidente, eu não preciso falar mais nada, já falei tudo que eu tinha que falar, agora eu gostaria que vocês entendesse o seguinte, que se continuar como tá, aqueles que não abrem a boca que não falam vão sofrer, e se vocês tão pensando que eles estão se importando com isso, vocês tão muito enganado, eles querem que o povo morra, assim sobra mais dinheiro pra eles, então, eu peço a vocês, vocês vereadores que lute por isso, lute pelo nosso transporte. Eu uso transporte desde 2001, eu faço tratamento de câncer entendeu, e já viajei com motorista que me fez chorar na viagem, porque ia a 110 120, eu pedia a ele, não faz isso eu tô passando mal, não faz, e ele falou “eu tenho hora pra chegar”, eu falei você tem hora pra chegar, mas eu tô indo pela minha saúde, eu não quero morrer no caminho, eu tô indo lutar pela minha saúde, não adianta nada você correr e eu morrer no caminho. Saí daqui duas horas da manhã você chega lá sete horas muito bem, eu nunca cheguei atrasada, e temos motorista muito bom que viaja com horário certo, claro que tem a Rio-Manilha que vai a 100, mas eu nunca vi uma placa de 120, nunca vi uma placa de 110, é no máximo 80 a 100 quilômetros por hora. Eu viajei com motorista que me chorar, viajei com motorista que falei, para o carro se não vou abrir a porta e vou descer, e já avisei, já avisei ao transporte, não viajo, não viajo com motorista irresponsável, porque se eu viajar com motorista irresponsável ele vai sofrer, ele é que vai se arrepender, porque eu vou procurar meus direitos, eu tenho vida e eu vou lutar por ela, eu tô lutando por ela, presidente, eu não quero falar mais nada”. Em seguida, o presidente franqueou a palavra aos vereadores para arguição à munícipe. O Ver. Ciro Fernandes disse: “Primeiro eu quero parabenizar vossa senhoria pela coragem, é de gente assim que nós precisamos, e as vezes eu sou muito criticado por cobrar as coisas, eu tô sendo penalizado pela essa Casa aqui, por um ato que eu cometi defendendo a população, os alunos da minha cidade, e pelo que a senhora falou está sendo feita politicagem na secretaria de saúde, e quero fazer um pedido, uma exigência, assim como foi feito comigo, que a gente abra uma sindicância também aos vereadores, para mim sentir se essa Casa tem dois pesos e duas medidas. Então eu quero pedir senhor  presidente para que a gente abra uma sindicância para resolver essa questão, porque pelo que foi dito por essa senhora está sendo feito politicagem dentro da secretaria de saúde, porque o que a senhora falou, quem tem que agendar, quem tem que marcar é a assistente social e pelo que a senhora falou está sendo agendado pelos funcionários, então, está sendo feita politicagem na saúde. Então eu quero dizer a senhora que a senhora pode contar comigo, e eu já peço a essa Casa que não seja feito dois pesos e duas medidas, que essa Casa seja justa, abra uma sindicância pra apurar esses fatos, assim como essa Casa fez comigo, ao qual eu defendi os alunos do meu município, parabéns a vossa excelência pela coragem e a senhora pode contar comigo, que eu estarei do lado da senhora como sempre fiz do lado do povo”. Em seguida a senhora Ludmar disse: “Ver. Ciro, eu não tô dizendo que é a assistente social que tem que marcar, eles é que tem que marcar, mas eles não podem dar preferência e eles tão dando preferencia, eles tão passando por cima da pessoa que faz a triagem entendeu, eles passam por cima, hoje, a menina falou comigo na rodoviária, que foi marcado uma ficha pelo telefone, ela ainda virou pra ele falou, a hora que ligar e não consegui, eu quebro tudo aqui dentro”. O Ver. Ciro disse: “a senhora pode dizer o nome dela”? Em resposta senhora Ludmar respondeu: “Não, eu prefiro não falar, porque o João sabe quem é entendeu, ele sabe, eu prefiro que ela venha aqui e fale, posso até chamar ela pra vim falar, mas o negócio tá acontecendo isso. Eu acho que tudo, tudo que precisa de um carro pra cirurgia, você precisa de um carro de emergência, somente a assistente social pode fazer isso”. Em seguida, o Ver. João Bôsco Cardoso disse: Boa noite, eu acho importante à senhora vir aqui pra fazer um relado na perspectiva da senhora, e o sentido aqui da tribuna livre é sempre a gente refletir os procedimentos que são realizados nas secretarias, questionar o que deve ser questionado, sempre no sentido de melhorar o serviço, acha que o objetivo da senhora é exatamente esse, colocar essas situações para que o serviço se torne melhor. Com relação aquilo que a senhora falou sobre marcação de viagens fora de hora, pelo que parece, eu estive conversando com o secretário, mas esse horário de marcação foi dilatado, parece que antes só se marcava pela manhã, agora se marca de manhã e a tarde, mas vamos averiguar isso, eu tenho essa informação ai, mas poderíamos averiguar isso. Um outro aspecto é o seguinte, aquela situação que a senhora colocou da mudança do procedimento da marcação no guichê para sala de atendimento que agora tem uma porta, face a essas situações, da última vez que eu tive lá tinha o guichê ainda, não tinha a porta. Face a essas situações, seria prudente, não sei se o plenário concordaria, pra gente convocar o secretário para vir aqui prestar os devidos esclarecimentos, porque a gente tem ai à perspectiva também de quem tá gerenciando, gerindo o processo, pra falar sobre a mudança desse procedimento, comentar do por que da mudança desse procedimento, da vantagem de sair do guichê para um local, não diria recluso, mas que dê mais talvez, que a situação das pessoas não fique tão exposta, talvez o objetivo seja esse, pensando pelo lado positivo, mas enfim, o que eu tô falando é que talvez a gente deva, se o plenário achar necessário, importante, talvez à gente deva convocar o secretário de saúde para dar as devidas explicações e até fazer um contraponto, situações mais aprofundadas sobre as colocações que a senhora está apresentando aqui essa noite, essa é a contribuição. Em resposta, a senhora Ludmar disse: “Vereador, eu quero que o senhor entenda o seguinte, quando existia o guichê ninguém falava de que ia fazer, qual o procedimento da situação não, porque a gente teria que chegar com uma folhinha que recebe do hospital, com o horário marcado para agendar o carro, essa é a função deles, entendeu. Porque eles colocaram a porta? Porque fica mais fácil exatamente de fazer o que eles querem entendeu, porque o guichê você fica atrás e você ouve que ele tá marcado direito como ele vai marcar pra você, agora entrou, fechou a porta, ele faz o que ele quer e não pode ser assim, se é honestidade e transparência, a gente tem que ter essa honestidade e essa transparência. Porque até hoje deu certo isso, ninguém nunca reclamou não, a gente reclama sim, que às vezes um idoso vai de carro alto, mas isso daí é uma coisa de problema que eu não tô questionando, eu tô falando que eles colocaram a porta pra ficar mais fácil pra eles fazerem a politicagem”. Em seguida, fez uso da palavra o Ver. José Augusto Filho que disse: “Senhor presidente, quero dar boa noite a senhora Ludmar, como à senhora hoje fez comigo, eu passei e cumprimentei a senhora e a senhora não cumprimentou, a senhora veio atrás de mim e pediu para tirar uma foto, porque talvez me achou bonitinho. Quero dizer senhor presidente, que quero a cópia na íntegra dessa ata e da gravação, até porque, a senhora Ludmar fez acusações ai que eu quero provas. Eu vou acioná-la como funcionário ao Ministério Público. Quero perguntar uma coisa a senhora, a senhora foi lá em algum momento procurar o transporte e não foi atendida? Em resposta à senhora Ludmar disse: “Eu só tenho consulta no mês seis”. Retornando o Ver. José Augusto disse:” Eu fiz uma pergunta à senhora, a senhora procurou o transporte e não foi atendida? Em resposta à senhora Ludmar disse: “Eu tenho consulta no mês seis”. Retornando o vereador perguntou: “Com relação à sala, a sala é, e talvez o secretário e a assistente social, podem ser convidados para prestar esclarecimentos sim. A sala nada mais é do que um local para que as pessoas tenham privacidade para ser atendidas, não da forma que era no guichê. Duas pessoas hoje trabalhando do lado de dentro, dez do lado de fora numa fila falando, motorista para ser atendido, então, essa sala, o secretário a criou pra que o transporte tenha condições de atender bem as pessoas. A assistente social, eu tenho que dizer o seguinte, ela tá de parabéns, é uma pessoa que atende todas as pessoas de oito as dezessete de segunda a quinta-feira, não rasgo seda com ninguém, quando eu tenho que falar eu falo, e ela quando sai da sala dela, a determinação do secretário foi que não importa a hora, seja de manha ou de tarde, seja marcado o transporte. Não acho justo, senhores vereadores, que uma pessoa entre numa sala da assistente social, e tenha uma consulta ou exame, ou qualquer coisa na parte da tarde, e ela saia e vá ao transporte e tenha que voltar no dia seguinte para ser marcado, o que se fazia no governo passado era um absurdo, pessoas de Santa Rita da Floresta, que seja da Chácara da Banheira, uma senhora de setenta anos da Chácara da Banheira, era justo ela amanhã de manhã retornar para marcar a viagem dela no transporte, eu acho que não é justo, o secretário fez essa mudança e é um direito administrativo dele. Quero dizer pra senhora que, quem informou a senhora tá equivocado, eu não fiz concurso, eu sou trabalhador braçal desde 1984, tenho 23 anos de trabalho na Saúde, tenho orgulho de ter trabalhado de coveiro, pra mim não é vergonha nenhuma, tenho orgulho de ter trabalhado de coveiro e se for preciso eu trabalho novamente, certo. Hoje, sou funcionário com 32 anos de casa, já trabalhei de chefe de posto de saúde, chefe de transporte, motorista e hoje o prefeito me botou como funcionário responsável pelos motoristask, até porque, por eu ser vereador como o Ver. Hugo, Ver. João Bôsco é professor, Ver. Hugo trabalha na defensoria, não existe algo que proíba então, quando vossa senhoria fala de fazer politicagem, eu duvido que eu atendo alguma pessoa com diferença ou indiferença, eu muito pouco me meto em marcação, em qualquer coisa. Por acaso, naquele dia o João tinha passado mal e tinha chegado mais tarde e eu marquei a consulta pra aquela senhora, trabalho no transporte, se algum deles precisar sair, vou estar lá marcando as consultas pra eles, procuro atender da melhor forma possível, diferente do que a senhora tá usando e tá falando. Por isso eu fiz uma pergunta à senhora, a senhora foi lá, procurou a assistente social deixou de ser atendida, a senhora foi lá procurou o transporte e não foi atendida, se a senhora tivesse feito isso e não tivesse sido atendida, a senhora tinha todo o direito de tá fazendo essa denúncia ai. Agora quero dizer pra senhora, já que o presidente, com todo respeito que tenho a Vossa Senhoria, deixou fugir do assunto, eu vou responder com relação ao cachorro. Com relação ao cachorro, aquilo que eu compartilhei no facebook, eu tenho orgulho de ter compartilhado, e não foi na saúde não, foi na minha casa na privacidade da minha casa, eu tenho o direito de achar que um animal tem que ser tratado como um ser humano, como muitas pessoas tem direito, acham isso. Acho que o animal tem que ser respeitado, eu tenho direito de fazer isso no facebook, eu tenho que responder a senhora, porque a senhora não era pra ter falado isso, a senhora veio falar de transporte. Quando a senhora fala da marcação pelo posto de saúde, hoje sim, é autorizado que o posto de saúde marque as consultas do paciente para que o paciente não precise sair de Santa Rita da Floresta, Paraíba e Boa Sorte para marcar a consulta, ela pode ser marcada por telefone, inclusive isso foi uma indicação do Ver. Ozeas que está sendo atendida, porque essas pessoas tem cartão como a senhora falou, e que tem um número, então, ela não viaja de carona, ela viaja no cadastro, ela tem um cadastro com o número tal, ela é paciente do INCA, do São Jose do Avaí, de qualquer que seja o hospital, então, está sendo marcado, está sendo confirmado pelo posto, sendo confirmada a viagem por telefone, é uma norma que o secretário colocou para facilitar a vida das pessoas, que ao invés de dificultar a nós estamos facilitando a vida das pessoas. Eu quero dizer pros senhores, sabe quantos pacientes pro Santa Beatriz o transporte da saúde tá rebolando pra dá conta de atender do mês de março até o mês de maio, mais de duzentos, que estavam agarrados de 2016, que se oferecia consulta, mas no passado não se podia levar porque tinha que marcar três ou quatro, e o transporte, o Neucimar, a assistente social coordenam, tão rebolando lá pra dar um jeito pra atender essas pessoas, tem duzentos pelo menos sendo atendidos, fazendo seu exame de vista, seus óculos. Ai vem uma pessoa aqui reclamar de que o transporte tá fazendo política, tá fazendo política sim, política de bom e melhor atendimento para o povo cantagalense, então, nós estamos fazendo isso daí, é isso que eu digo de política, politicagem de jeitinho hoje não se dá mais, política é de ação. Eu sei que a assistente social vai pedir também a tribuna pra ela responder e mostrar pros senhores vereadores o quanto mudou, ela vai mostrar quantos fêmur quebraram esse ano e quantos foram ajuizados. O Ver. Hugo, no passado sabe tudo era através de justiça, hoje a saúde tá fazendo por uma regulação, por uma pessoa que regula e que tem conseguido fazer muito pela secretaria de saúde. Eu não tenho problema nenhum da senhora ter alguma coisa contra mim ou contra as pessoas lá, agora as questões particulares a senhora tem que ver um jeito de resolver. Então, senhor presidente, era isso que eu tinha pra falar, a assistente social vai protocolar o pedido da tribuna, vai passar esses detalhes pros senhores, e lamentar né, que um vereador que 32 anos de casa, vinte e três anos no setor de saúde, ainda é perseguido por conta de querer trabalhar no seu trabalho de vinte e três anos naquele local”. Em resposta à senhora Ludmar disse: “Primeiro que eu não julguei a assistente social, eu só falei que ela não estava recebendo o problema para ela resolver, que tava acontecendo é que eles tavam ali dentro mesmo do transporte resolvendo a situação. Eu mesmo perguntei a ela se ela tava sabendo dessa viagem de emergência, e ela falou que não, que não tava sabendo, quando eu fui fazer uma denúncia. Agora, já que eu não posso falar sobre mim, o senhor me sugeriu que eu olhasse a sua página no facebook, então, eu fiquei impressionada”. Nesse ponto, o presidente interviu e disse: “O facebook é uma coisa particular, a senhora não pode comentar a vida particular, só a vida profissional do servidor”. Em seguida, o Ver. Paulo Henrique disse: “Devido ao debate acalorado eu tentei registrar que a senhora trouxe um assunto, essa câmara pode sim analisar, mas antes de tudo de forma civilizada, sem nervosismo, porque quando a gente se sente injustiçado a tendência que o controle emocional fique difícil, mas a senhora se controlou, a senhora não usou palavras de baixo calão, a diferença tá dentro da civilidade, ai dá pra gente analisar, então, não adianta a gente reivindicar de outra forma agressiva, com xingamentos, com palavras realmente que nenhum cidadão de bem merece ouvir. Então, registrar isso, tem certeza que o Ver. Zé da Uta vai trazer esse assunto pra essa Casa, a gente vai conversar, e depois dessa situação trazer uma solução se realmente tá acontecendo dessa forma, não está falando que não está acontecendo, mas o secretário de saúde vir aqui, a assistente social, e a gente realmente abrir um debate, o processo é esse, o processo é democrático. A minha preocupação com a senhora, é o estado emocional, quando a gente fala coisas de ofender a gente perde toda a razão, a senhora fez colocações e cabe a essa Casa estar conversando sobre o assunto”. Em resposta, a senhora Ludmar disse: “Quando ele me fez a pergunta se eu fui alguma vez maltratada, é claro que não, se eu estou aqui eu vou além daqui, eu vou procurar os meus direitos, se ele quiser me julgar que me julgue, porque eu vou procurar os meus direitos entendeu, quando eu falei isso eu não falei porque eu sei, como pessoas que chegaram para mim e falaram, agora resta saber se ele vai provar o que ele falou, porque pra ele me cobrar ele tem que provar”. Em seguida, o Ver. Ozeas Pereira disse: “Eu quero falar aqui sobre a indicação que eu fiz, eu fui chefe ali do setor de transporte e a gente sabe as dificuldades, eu já falei aqui nessa tribuna, a dificuldade que os pessoal dos distritos, do alto do São José, Santo Antônio, pessoas idosas, a dificuldade que eles tem de marcar o carro. Então fiz essa indicação nessa Casa, que após passar o cadastro na assistente social, que os pacientes possam se dirigir aos seus postos de origem, e a recepção possa fazer essa marcação, eu fiz essa indicação nessa Casa, só quero ressaltar isso”. Finalizando, a senhora Ludmar disse: “Você está de parabéns sobre isso, porque eu acho que isso daí vai dar abertura para as pessoas que tem dificuldade de ir até a secretaria entendeu, porque existe muitas pessoas que tem familiares, mas esses familiares precisam trabalhar pra sustentar a casa, então, as vezes nesse horário de manhã é muito complicado, mas eu fico feliz que você fez isso e que isso vai favorecer a população, porque eu não vim aqui reivindicar a minha situação, eu vim aqui falar o que eu tô vendo de errado, porque se eu tivesse direito de falar a minha, o meu, o que que tá acontecendo comigo, ai ia ser diferente, mas ele mesmo falou que eu podia falar sobre a parte social, então, estou falando sobre a parte social, é a parte social que tá sofrendo esse tipo, mas vamos ver se o que ele fez vai dar um bom resultado. Finalizando a senhora Ludmar agradeceu e disse que é a primeira vez que ela vem aqui e ficou um pouco nervosa, mas falei o que eu tinha que falar, eu tinha escrito muita coisa, mas como ele falou que era trinta minutos eu resolvi não falar muito, agora, eu Zé da Uta, quero dizer a você que eu não tenho nada contra você, eu só tenho contra o que você está fazendo, porque eu vi você fazer, você é uma pessoa muito legal. Hoje quando eu pedi pra você tirar uma foto sua, foi porque eu vi você na rua e se você trabalha na secretaria de transporte o seu horário é de oito as cinco. Agora quando eu fui falar com o doutor Márcio, ele disse que você tinha ido na prefeitura, ai eu disse, então tá bom, já que ele foi na prefeitura, ele deve ter sido chamado. Então, o que eu quero dizer pra você é o seguinte, pra você não pra todos os funcionários, porque eu vou ser ouvida pelos funcionários, quando você falou que a fila é de dez pessoas é porque funcionário nenhum chega na hora certa, funcionário público não chega na hora que tem que chegar, ele chega a hora que ele acha que ele tem que chegar, e tem outra, antes de entrar no posto dele ele vai tomar cafezinho e bater papo com o amigo dele, falar sobre o que ele fez ontem, muito obrigado tá”. Dando sequência aos trabalhos, o presidente passou para ordem do dia colocando em única discussão e votação o Requerimento n.º 007/2017, de autoria do Ver. Hugo de Azevedo Guimarães. Em discussão, após justificativa do autor e ampla manifestação de apoio de todos os vereadores, em votação o requerimento foi aprovado em única discussão e votação por unanimidade. A seguir, foi colocado em 1ª discussão e votação o Projeto de Emenda à Lei Orgânica n.º 002/2017, que Dispõe sobre o acréscimo do Art. 121-A, para prever a possibilidade de ser a publicidade das leis e atos municipais seja feita por meio exclusivamente eletrônico, de autoria dos Vereadores Hugo de Azevedo Guimarães, José Augusto Filho, Emanuela Teixeira Silva e Ozeas da Silva Pereira. Após justificativa do autor, em votação, o projeto de emenda foi aprovado em 1ª discussão e votação por unanimidade. Finalizando, foi colocado em única discussão e votação o projeto de Lei n.º 008/2017, que Institui a Semana do Patrono da Escola nas Escolas do Município de Cantagalo e dá outras providências, de autoria do Ver. Ciro Fernandes Pinto. Após manifestação de apoio dos vereadores, em votação o projeto obteve aprovação em única discussão por unanimidade. Nada mais havendo a ser tratado, o Presidente agradeceu a presença de todos e deu por encerrada a Sessão, que para constar, eu, Ozeas da Silva Pereira, 1º Secretário, lavrei a presente Ata que vai por mim assinada, pelo Presidente e pelo 2º Secretário. Sala das Sessões Patrono Cívico Tiradentes, em 25 de abril de 2017.



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